Entenda como funciona a coparticipação

Publicado em 18 de novembro de 2020

Um dos principais dilemas de quem quer contratar um serviço de saúde é escolher um plano com ou sem coparticipação. Em resumo, essa escolha é entre pagar uma mensalidade mais acessível, mas arcar com parte dos custos de cada procedimento, ou ter um pagamento fixo maior, porém não se preocupar com o preço de cada atividade. 

Atualmente, a modalidade com coparticipação é mais popular no caso dos planos de saúde. Entre 2008 e 2018, o número de usuários desse tipo de serviço foi de 22% a 52% de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ou seja, muitas pessoas preferem ter esse tipo de contrato. 

Para saber o que é mais vantajoso, é preciso avaliar caso a caso. Afinal, há até mesmo serviços com mensalidades acessíveis e sem cobrança de coparticipação. Quer entender melhor essa questão? Continue a leitura! 

Como funciona a cobrança de coparticipação? 

Como já explicamos, a coparticipação é um valor pago por cada procedimento feito em um serviço de saúde. Ele pode ser um percentual ou um valor fixo tabelado, dependendo do tipo de contrato com a seguradora ou a empresa.  

No caso dos planos individuais, familiares ou coletivos por adesão, essa cobrança vem junto à fatura de cada mês. Já em planos empresariais, se repassa o valor primeiro para a empresa que contratou e depois ao cliente. Assim, o desconto acontece diretamente no contracheque do colaborador. 

Conheça os direitos do consumidor 

No entanto, há uma série de regras definidas pela ANS para impedir cobranças abusivas. O limite do valor da cobrança é 40% do custo total do procedimento. É proibido que esse valor varie de acordo com a doença do cliente.  Além disso, o contrato deve ter todas as informações sobre as porcentagens ou valores cobrados. 

Para atendimentos em pronto socorro ou internação, é feita uma cobrança única, independente de quantos serviços ou procedimentos foram feitos. Por exemplo, se você quebrou o braço, provavelmente foi necessário tirar uma radiografia. Não se cobra separadamente a consulta e radiografia, o valor pago é apenas de um atendimento de pronto socorro. 

Por fim, há um limite mensal de cobrança de coparticipação. O valor não pode ser maior do que a mensalidade do cliente. Ou seja, se você paga R$ 100 de mensalidade, a coparticipação máxima que pode ser paga é de R$ 100. Da mesma forma, a cobrança em um ano deve ser inferior ao valor de 12 mensalidades e as cobranças não podem passar de um ano para outro. 

Gestante realizando um exame pré-natal, que é isento de coparticipação
Legenda: Cerca de 250 procedimentos estão isentos de coparticipação. Por exemplo, os exames de pré-natal e os de neonatal (para recém nascidos).

Como avaliar que tipo de serviço é melhor para mim 

Em geral, serviços de saúde com coparticipação são vantajosos para quem vai pouco ao médico. Para avaliar se essa modalidade é ideal para você, reúna as suas despesas médicas de um ano e compare a diferença de preço entre os planos.  

Por exemplo: vamos supor que em um ano você precisou fazer 30 consultas e cada uma teria um custo de R$ 10,00 de coparticipação. Ou seja, haveria um gasto total de R$ 300,00 no ano. Para o plano sem coparticipação valer a pena, ele deve custar menos de R$ 300,00 a mais do que a alternativa sem coparticipação. 

No entanto, é importante conhecer também as alternativas para ter acesso à saúde. A cobrança de coparticipação é uma característica muito presente nos planos de saúde. Porém há diversas modalidades que proporcionam um atendimento de qualidade, seja individual ou para a família, sem fazer esse tipo de cobrança. 

Quer saber mais? Confira o nosso post com 5 alternativas aos planos de saúde

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