O que avaliar na hora de contratar um plano coletivo?

Publicado em 26 de agosto de 2020

Na hora de decidir adotar um plano coletivo, é natural querer fazer a melhor escolha. Afinal, esse é um dos fatores que vai ajudar você a se diferenciar no mercado e atrair mais pessoas para a sua empresa ou entidade. No entanto, o processo é muito diferente de quando se contrata o serviço como pessoa física.  

Para começar, a contratação nem sempre é feita diretamente com a operadora do plano. Além disso, a regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ocorre de maneira diferente para os dois tipos de plano de saúde: o coletivo por adesão e o coletivo empresarial. 

No post de hoje, vamos tirar as dúvidas mais comuns e elencar alguns dos principais fatores que você deve observar na hora da contratação. Confira! 

O que é um plano coletivo? 

Os planos coletivos são aqueles contratados por pessoas jurídicas de diversas naturezas. No caso dos planos de saúde, há uma separação em dois tipos, segundo a regulamentação da ANS: 

  • Coletivo por adesão: o serviço é contratado por um sindicato ou associação, que oferece o benefício aos seus associados.  
  • Coletivo empresarial: o serviço é contratado por uma empresa para oferecer um benefício aos seus colaboradores, sócios, administradores ou estagiários. 

Para os dependentes, a restrição é de até 3º grau de parentesco consanguíneo (que inclui filhos, pais, avós, bisavós, bisnetos, tios e sobrinhos). Também é possível incluir pais, avós, filhos, netos e irmãos do cônjuge. 

Esses dois tipos de plano também se diferenciam em relação aos períodos de carência. Outra diferença importante é que características como reajuste e condições para rescisão são definidas no ato da contratação. 

Como funcionam os períodos de carência? 

Uma das condições mais comuns para contratar planos de saúde é o período de carência, o tempo entre a pessoa aderir ao plano e poder desfrutar dos serviços. No caso dos planos coletivos, também pode haver Cobertura Parcial Temporária (CPT), que funciona de forma similar. Nessas situações, não há cobertura de procedimentos de alta complexidade ligados a doenças ou outras condições pré-existentes durante 24 meses.  

No caso dos planos empresarias, não há carência para contratos com 30 beneficiários ou mais, entre titulares e dependentes. Se a organização possui menos de 30 pessoas cobertas pelo plano, a operadora pode exigir o cumprimento dos prazos de carência ou CPT. 

Já em um plano coletivo por adesão, há outras especificidades. É possível aderir ao plano sem um período de carência caso a adesão seja feita no período de 30 dias antes do aniversário do contrato. Para isso, a proposta de adesão deve ser formalizada pelo menos com 31 dias de antecedência do aniversário. No entanto, essa possibilidade só está disponível para quem se tornou membro da organização 30 dias após a adesão ao plano. 

Como funciona a adesão ao plano de saúde para empresas? 

Em geral, a contratação do plano coletivo é feita por meio de uma administradora de benefícios. Essas organizações fazem a mediação com a operadora do serviço e também assumem certas funções administrativas, como a emissão de boletos de mensalidade. 

O mais importante é ficar atento às condições de reajuste anual, vigência e rescisão. Diferente dos serviços para pessoa física, não há uma regulação tão restrita da ANS sobre esses temas nos planos coletivos. Assim, a operadora pode fazer reajustes abusivos ou suspender o benefício de maneira unilateral caso não haja restrições contratuais que impeçam isso. Já a exclusão individual de beneficiários só pode ocorrer em casos de fraude ou de perda de vínculo com a empresa de forma direta (no caso dos titulares) ou indireta (no caso dos dependentes). 

O que avaliar para oferecer um bom benefício? 

Mulher fazendo tratamento em dentista pelo plano coletivo.
Legenda: Serviços odontológicos ou de atendimento de saúde mental são diferenciais importantes. Avalie a possibilidade de oferecê-los. 

Para além do contrato, é importante avaliar com atenção o plano para que ele atenda a todas as necessidades dos seus beneficiários. Se há muitas viagens entre os membros, pode ser interessante aderir a um plano com cobertura nacional. Já a rede credenciada deve incluir as instituições de referência na região onde a sua organização atua.  

Muitas vezes, quando o assunto é acesso à saúde para uma organização, o plano coletivo é o primeiro tipo de serviço que vem à cabeça. Mas você já avaliou outros sistemas voltados para isso? Há alternativas que oferecem a mesma qualidade com menos burocracia e excelente custo-benefício. Saiba mais no nosso artigo sobre o assunto

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